Brincando com Palavras

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Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

Sou a prima mais velha de uma turma de 32 primas! Gosto de rir e de fazer rir. Adoro conversar, mas principalmente de ouvir. Beber Mate, vinho e Martini. Ver filme aos sabados com os amigos. Sou fiel aos meus sentimentos e respeito os dos outros. E de escrever, é lógico!

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Palavra para 2017...




quinta-feira, outubro 20, 2016

Tentando...

voltar a escrever !

agora tenho tempo! Terei mesmo?
Estar aposentada e em casa não quer dizer que "finalmente não tenho nada pra fazer"
Ao contrário agora começa uma nova etapa!
E vamos a ela!
Por que as oportunidades são muitas!


domingo, janeiro 31, 2016

Fiz aniversário!

Esse foi meu convite

Dia 30 de janeiro faço aniversário ! É, de novo!!

Uau! Levei 60 anos pra ficar bonita desse jeito, então quem tem menos e não se sente legal, aguarde, ainda há esperança!
O que sinto é que realmente não tenho 60. Apenas tenho 21, com 39 anos de experiência!!
Ou tenho 20 e 40 !! Não existe 20 e 1, 20 e 2, 20 e 9 ??

Já me indicaram os grandes sinais de que você tem 60 anos (além de pagar meia em cinemas e teatros):

1 – Quando você dorme, as pessoas se preocupam que você possa estar morto !!
2 – As suas costas saem do lugar mais do que você.
3 – Sua caderneta de endereços está cheia de nomes que começam com “Dr”
4 – “Se dar bem” quer dizer que você encontrou seu carro no estacionamento
5 – Quando a sua ideia de uma noite fora é ficar sentado na varanda
6 – Você esqueceu que já fez o seu 60 anos!

Tirando toda a brincadeira quero convidar vocês para serem testemunhas dessa minha passagem de década (pode ser que daqui a algum tempo eu não me lembre desse momento e precise de testemunhas!), no dia 29/01 (sexta-feira), às 16hs no refeitório (2º andar) para, por alguns minutos sermos crianças novamente, por que, também me disseram que ter 60 anos é ter também, dentro de mim, 5 anos, 8 anos, 16, 28, 37, 42, 54 !! Enfim, todas essas idades! Aproveitemos!

sábado, junho 27, 2015

Nascido para eu Amar

Ele é aquele tio que não é chamado de tio por que foi criado junto feito irmão. Mas o respeito tá lá, como tio.
Só ele presenciou a queda de um pedaço de céu velho no Centro do Rio de Janeiro e só ele viu um bode voador! E eu acredito nele, pois só quem tem um mundo de imaginação dentro de si é capaz de acreditar no outro!
Agora ele já não é mais tão menino por fora, mas eu sei que ele ainda é, em algum lugar lá dentro do brilho dos olhos!
Hoje ele faz aniversário e eu tentei falar com ele ao telefone. Mas, a minha emoção foi muito mais forte e, ao ouvir sua voz fraca, eu não consegui falar pra ele tudo o que meu coração queria dizer.
Eu sei que Deus é o Senhor de todas as coisas mas a lembrança de um tio tão animado, engraçado, imaginativo e, por que não, também briguento e as vezes rabugento (isso me dizem, não vivi isso com ele) não combinava com aquela voz ao telefone.
O tempo é cruel, mas que bom que ainda possuímos boas memórias de um tempo passado, numa mistura de dificuldade, carências, mas que soubemos transformar em uma vida de muita união, risadas e histórias ao redor de uma mesa na cozinha nos almoços de domingo em Rocha Miranda.
Ao meu tio Damião desejo saúde, recuperação e vida longa!

domingo, maio 31, 2015

Bagagem da Vida

O dia 30 de janeiro foi o dia do meu aniversário e de outros tantos aquarianos que decidiram desembarcar nesse planeta para essa longa jornada que é a vida. 
Já são 59 primaveras, verões, invernos e outonos enchendo a bagagem de experiências, umas boas e outras… deixa pra lá. 
Mas, por incrível que pareça, quanto mais cheia é essa “bagagem da vida”, mais leve ela parece ficar. 
Ao longo dessa viagem, acumulei sonhos e uma lista infindável de conquistas e desejos: Desejei ter um milhão de amigos, conquistei de verdade uns cinco ou seis para uma vida inteira; sonhei ser alta e magra e ser astronauta, mas me tornei "confortável" para quem se deita em meu colo e dorme em meus braços; desejei ler todos os livros e ganhei um par de óculos que são os meus maiores bens; visitei muitos museus pelo mundo e me tornei defensora daquele que mais admirei; sonhei ser poeta e me vi contista; não fiz faculdade mas carrego um currículo com quatro livros escritos por mim; desejei ter um patrocinador para publicar meus contos infantis mas percebi que o melhor é contá-los para meu neto; desejei ter uma casa com quintal para plantar ou na beira da praia, ainda não consegui, mas tenho muitos vasos com plantas nas janelas; sonhei viajar para a Lua, fui parar na Disney, em Lisboa, Paris, Madri, Nova York, Roma e me diverti; desejei brindar o último réveillon com uma garrafa de Veuve Clicquot, me ofereceram uma taça de cidra e adorei; desejei que as calotas polares parassem de derreter, não pararam; desejei ter um gato e tive uma gata por 19 anos; desejei, de coração, um mundo melhor para o homem, para que fôssemos mais alegres e menos calejados e, confesso, nunca deixarei de sonhar. E, depois de tanto encher essa “bagagem da vida” com desejos e sonhos, percebi com o tempo que os grandes valores estão nas coisas mais simples da vida, e aprendi a respeitar o ser humano, as diferenças, as opiniões, as limitações, entendendo que o mais importante nessa viagem é ter saúde no corpo, paz na alma, amor no coração e fé para ser feliz!

domingo, maio 10, 2015

Mãe

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos,
sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.

Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar. 
Mas tenham coragem, ensinem. 
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem 
uma segunda natureza e não um procedimento 
para se ter só na frente das visitas.

Seja rigorosa! Eles vão te odiar às vezes. 
Você vai querer esganá-los freqüentemente. 
Faz parte entre as pessoas que se amam. 
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado,
prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e
felicidade.

Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que 
se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com
que idade ela deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o
filho estava com três meses de idade ela respondeu: “Mas talvez
já seja muito tarde!”.

Não morra de vergonha se seu filho der um vexame 
na frente dos seus amigos. 
Não valorize os erros nem dê bronca em público. 
Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental, 
elas entendem tudo!

Use sempre um bom vocabulário. 
Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças 
e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar 
frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida,
etc.
Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez
em quando prepara a criança 
para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas
infelizmente acontecerem.

O palavrão. É dito por todos. 
Até em televisão, escrito nos jornais, etc. 
Pretender que uma criança não repita é puro delírio. 
Vamos moderar. 
Mas a regra de ouro seria: 
palavrão na linguagem corriqueira uma coisa, 
mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga. 
Isso vale também para os adultos.

Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. 
O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha. 
A revistinha que acabou de ler? Para o quarto. 
Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro.

A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para
instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.

Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros. 
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem
as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado,
patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa. 
Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc... 
Se encher que coma tudo. 
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez.
Cinco? Talvez eu tenho exagerado. Sete.
Não misturar carne com peixe. 
Macarrão com farofa, etc. isso é cultura. 
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar, 
pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de
ficar na mesa até a hora do café. 
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o
irmão. 
Só gritar se for por mordida de cobra. 
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia. 
Alias não chamar ninguém de tia a não ser 
as tias de verdade. 
E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia
só.
Eu adoro bebes! Quando começa a idade da correria, 
eu confesso que já adoro um pouco menos. 
Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime: 
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe
entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por
três. 
Colocam a cadeira na frente da televisão, 
se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, 
o teto e etc, etc e tudo aos gritos. 
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser
humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que
voam pela janela. 
Jovens pais adoram essas traquinagens. 
Tudo bem. 
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos 
não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus
filhotes. 
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra
agüentar o que elas freqüentemente aprontam.

Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer 
a namorada pra dormir em casa. 
Dinheiro para o Motel só se você der. 
Então o que fazer? 
Claro, a gente compreende a situação mas francamente, 
ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada 
de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:
“Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?” 
OK, dá. Mas e se você tem três filhos? 
Vão ser três gatonas? 
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana 
e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, 
de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. 
Eles e eu numa boa. 
Mas só ate domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.

Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em
relação as suas próprias mães. 
Portanto, vá anotando, na frente dos filhos: 
Mãe não namora, não toma mais de um drink, 
não fala que acha o Jeff Bridge um tesão. 
Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra. 
Nem sabe o que quer dizer. 
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, 
só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias. 
Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.

Nem amigos comuns se deve ter por precaução. 
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa, 
pareça o que eles querem que você seja, anule-se. 
Tenha pouca, pouquíssima personalidade. 
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca
grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se
enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse
assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das historias deles e
não conte nenhuma sua. 
Mãe não tem passado. 
Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido
na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer.

Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo, 
seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar
um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.

Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e
muito mais! 
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões. 
É que eles sabem que vão poder contar com elas 
como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.

Cruel? Não... apenas verdade. 
E mais: Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.

(Pedro Bial)

domingo, janeiro 04, 2015

Palavra para...



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