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Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

Sou a prima mais velha de uma turma de 32 primas! Gosto de rir e de fazer rir. Adoro conversar, mas principalmente de ouvir. Beber Mate, vinho e Martini. Ver filme aos sabados com os amigos. Sou fiel aos meus sentimentos e respeito os dos outros. E de escrever, é lógico!

segunda-feira, março 19, 2007

Eu fui

Musical "RENATO RUSSO"

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"

Sábado fui ao teatro ver o musical “Renato Russo”.
O ator Bruce Gomlevsky leva ao palco diversos Renatos Russos. Desde a fase mais punk, quando pichava muros acompanhado dos outros membros da banda Abordo Elétrico ao fim dos anos 70, passando pelo auge da Legião, até o dia em que ele descobre ter contraído o vírus da Aids.

Nunca fui a um show do Legião Urbana, e também não vi o Renato dar entrevistas. Por tanto não sei se ele falava daquela maneira. Mas sempre fui fã do grupo. E considero que Bruce se deixa possuir por Renato Russo. A voz, o jeito de dançar, os maneirismos são Renato Russo! Maravilhoso!

No musical está o Renato Russo inteligente, revoltado, criativo, insatisfeito, romantico, rebelde, suicida, carente, político, melancólico, com um humor oscilante pelo uso do álcool e das drogas.

Se minha adolescencia tivesse uma trilha sonora, várias faixas de Legião Urbana estariam nela. Por que Renato era alguém para realmente conduzir legiões.

Renato Manfredini Junior gostava de fantasiar que fazia parte de uma banda de rock imaginária chamada 47th Street Band, na pele do fictício Eric Russel. De quebra, quis homenagear o iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, o filósofo inglês Bertrand Russel e o pintor francês Henri Rousseau. Tornou-se Renato Russo. Despontou para o sucesso em Brasília. Professor de inglês, criou em 1978 o Aborto Elétrico, grupo influenciado pelo punk rock inglês. Em 1982, saiu do Aborto e montou a Legião Urbana. O resto é história, sedimentada em uma carreira de sucesso, com letras de músicas que atraíam e atraem até hoje uma multidão de fãs. Sua voz possante foi muito comparada à de Jerry Adriani. Gravou música popular americana acompanhada por violão e piano, cantada por Renato em um inglês perfeito, aprendido dos sete aos dez anos, quando morou com os pais em Nova York. O disco vendeu 250 mil cópias. No ano seguinte, foi a vez da língua italiana, em Equilíbrio Distante, homenagem às raízes de sua família. Em 1997, o CD atingiu um milhão de cópias vendidas. O disco foi considerado brega, mas popularizou Renato para além do reduto rock e abriu espaço para a redescoberta da música italiana no Brasil.


Renato morreu vítima de broncopneumonia, septicemia e infecção urinária, decorrentes da Aids, depois de seis anos como portador do vírus HIV.


Depois de sua morte, não faltaram homenagens de fãs e artistas: discos, livros, clones, shows. Como todo roqueiro que morre cedo, Renato Russo virou mito.

Enquanto Bruce cantava, fechei os olhos um momento pra sentir as músicas e me dei conta de que sabia todas de cor, aí comecei a cantar, baixinho, talvez com medo que o Renato Russo pudesse estar ouvindo.

http://oglobo.globo.com/cultura/video/2006/539/default.asp


Frases de Renato Russo:

"Pecado é provocar desejo e depois renunciar." Na canção "Soul Parsifal".
"Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado! Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação." Na famosa canção "Que País É Este?".
"Desde pequenos nós comemos lixo, comercial e industrial." Na canção "Geração Coca-Cola".

1 Comentários:

Blogger Engraçadinha disse...

É minha filha...
Acho q ele cantou a vida de muita gente.
Me lembro de sentar na janela do meu quarto, c/ lágrimas nos olhos aos ouvir Índios e outras.
Melancólico, porém adolescente.

segunda-feira, março 26, 2007 12:05:00 PM  

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